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Muitas são as estratégias utilizadas pelas empresas em busca da melhoria da performance e dos resultados de seus profissionais e de seus negócios. A forte concorrência, a facilidade de acesso à informação, à tecnologia e ao crédito tem tornado produtos e negócios verdadeiros comodities, onde inovação, qualidade e preços competitivos são itens básicos esperados pelo consumidor.

Dentro desse panorama, o que realmente faz a diferença está dentro da própria empresa: “As Pessoas”. Muitas empresas têm descoberto no Marketing de Incentivo, ou Programas de Incentivo, uma forma de motivar e estimular seus funcionários a superarem seus resultados. Segundo uma pesquisa realizada pela AMPRO, Associação de Marketing Promocional, 68% das empresas já utilizam de alguma forma o Marketing de Incentivo, e os investimentos nessa ferramenta crescem a uma taxa de 16% ao ano.

Além de motivar e estimular a equipe, as vantagens que o Marketing de Incentivo apresenta são inúmeras, entre elas, ótimo retorno, baixo custo, baixo risco, resultado de curto prazo, e alto valor residual.

Como toda ação empresarial, deve ser bem estudada e planejada, sob o risco de não atingir os resultados esperados, ou ainda pior, arranhar a credibilidade da empresa, e desmotivar os envolvidos.

O sucesso do Programa de Incentivo começa no estabelecimento do Objetivo. Deve ser simples, claro, específico e mensurável. “Aumentar as vendas” não bastaria como objetivo. “Aumentar em 20% as vendas de perfumes masculinos no mês de março” é um objetivo que contribuirá para o sucesso do programa. Cada ramo de atividade possui seus índices de performance próprios, como cupom médio, taxa de conversão, número médio de itens por cupom, e com base neles devem ser definidos os objetivos.  É importante salientar também que o objetivo deve ser atingível, sob o risco de não ser “comprado” pela equipe.

Assim como numa promoção de vendas, o Programa de Incentivo deve ter uma mecânica. Mecânicas do tipo “Bateu-Levou” são as que têm maior aceitação. “A cada motocicleta 2006/2006 vendida, o vendedor ganha R$ 150,00 de bônus na hora” foi a mecânica do Programa “Na Boca do Caixa” lançada no início de 2007 com o objetivo de acabar com os estoques de motos do ano anterior. Nesse tipo de  mecânica o participante compete com ele mesmo, buscando superar sua própria performance. Mecânicas que estimulam a competição também geram bons resultados, porém é fundamental premiar não só o vencedor, mas pelo menos 30% dos participantes, evitando a desistência de alguns dos participantes ao longo do programa. Mecânicas que envolvam apenas sorteio não costumam gerar os melhores resultados, porém é uma boa opção como premiação adicional.

“Quando faltam máquinas, você pode comprar, se não tiver dinheiro, pode pedir emprestado. Mas homens você não pode comprar ou pedir emprestado. E homens motivados por uma ideia são a base do êxito.” Eggon João da Silva.

 As regras do Programa de Incentivo devem ser bem definidas para evitar conflitos e questionamentos. Regras para desempate, para desqualificação, para pagamento dos prêmios, cronograma, apuração dos dados, entre outras conforme o Programa, devem ser planejadas e comunicadas a todos os participantes. Uma grande indústria de bebidas realizou, anos atrás, um Programa de Incentivo Nacional que envolvia também o sorteio de casas, carros, motos e outros prêmios. Um vendedor foi sorteado com uma casa, porém não pode recebê-la pois pediu demissão alguns dias antes do sorteio.

Os prêmios devem ser coerentes com o público alvo, e atrativos o suficiente para que os participantes se sintam motivados a atingirem novos patamares de desempenho para conquistá-los. Os mais valorizados são dinheiro, viagens, e eletro-eletrônicos, e não se deve repetir a premiação em novos Programas. Um profissional de uma indústria catarinense me confessou que tinha três sanduicheiras em casa, todas recebidas como prêmio de Programas de Incentivo. A premiação já havia virado tema de piada entre os funcionários.

A comunicação do programa é essencial. O programa deve ter um nome simples e fácil como “Tô de Olho”, “Rumo às Estrelas”, “Essa é minha”, e um logotipo. Os participantes devem ser lembrados e estimulados a todo momento para que a motivação se mantenha em alta. Materiais de comunicação visual dentro da empresa ou do setor dos participantes, brindes, e-mails e mensagens por celular são boas opções para manter o Programa na lembrança das pessoas. Além disso, os participantes devem ser informados de seus resultados parciais ao menos uma vez por semana, através de relatórios e gráficos em murais ao acesso de todos.

Por todas as suas vantagens, a utilização de Programas de Incentivo nas empresas vem crescendo dia-a-dia.

É uma ferramenta de retorno garantido, não só no sentido financeiro, como motivacional, e no relacionamento empresa-funcionário, e se observados alguns detalhes como os vistos acima, os resultados serão ainda maiores.

Marcelo Dividino Bergamo.

  • 7
  • ago

Uma das principais questões de todos empresários, não só de micro e pequenas empresas, é como ampliar as vendas. Esse crescimento das vendas pode ser planejado através da “Matriz de Ansoff”, mais conhecida por Matriz Produto / Mercado, a qual permite utilizar quatro estratégias com o objetivo de  crescimento das vendas.

A primeira estratégia é a “Penetração de Mercado”. O objetivo é estimular seus atuais clientes a consumir mais seus produtos (maior volume ou com maior freqüência), atrair clientes da concorrência, e convencer não usuários dos seus produtos a consumi-los. Através de promoções de vendas e de um incremento na publicidade se pode alcançar esses objetivos. O resultado é rápido e certo, porém é limitado, reduz as margens e aumenta os custos. Deve-se utilizá-la com cautela.

O “Desenvolvimento de Mercado” consiste em incrementar as vendas através da entrada em mercados novos com os produtos atuais. Buscar clientes em outras cidades, abrir uma nova loja, contratar representantes para novas regiões, ou mesmo abordar segmentos de mercado ainda não atendidos são formas de expandir as vendas. Sua vantagem é que não exige necessariamente grandes investimentos, o resultado é certo, e o conhecimento e prestigio da empresa facilitam a entrada em novos mercados. Contudo, os resultados são mais lentos.

A terceira estratégia é a de “Desenvolvimento de Produtos”. Muito utilizada, e uma das melhores, essa estratégia aproveita os clientes da empresa, e o prestigio que já tem com eles, para oferecer novos produtos e fazer vendas cruzadas. É uma estratégia segura e rápida, e que deve ser auxiliada com mais publicidade e comunicação.

A última estratégia é a de “Diversificação”. Entrar em mercados novos, com produtos novos, pode se mostrar uma oportunidade, porém os custos, os riscos e a previsão de retorno, devem ser muito bem avaliados.

Boas Vendas !

Marcelo Bergamo

 

  • 29
  • jul

  • 22
  • jul

Sua empresa tem metas, certo?

Todos na empresa sabem quais são elas?

Como está o comprometimento com o atingimento da meta?

 Independente do tamanho da sua empresa ou do ramo de negócios em que você atua, você e sua equipe precisam ter metas. Sem sombra de dúvida todas as empresas e equipes dedicam-se fortemente a fazer o melhor, esforçam-se ao máximo, sempre procurando melhorar seus resultados dia-a-dia. Mas, por incrível que pareça, nem todas as empresas estabelecem metas claras para sua empresa e suas equipes, em especial as micro e pequenas empresas, e as empresas familiares.

No filme “Alice no país das Maravilhas”, a personagem Alice pergunta ao Coelho “Qual caminho a seguir ?”, e ele pergunta a ela: “Para onde você quer ir?”. Ela responde: “Não sei”. E ele diz: “Então qualquer caminho serve!”

As metas são fundamentais para dar um norte à empresa, para a equipe e para o profissional. Quando se sabe exatamente aonde se quer chegar o caminho fica mais fácil e mais motivador.

Imagine você em férias, planejando sua viagem para a praia. Certamente você estará definindo qual praia você vai, qual hotel via ficar, que passeios fará que dia vai chegar e que dia voltará. É motivador, não é mesmo? E fica tudo mais fácil quando planejado e definido antecipadamente. Tudo isso são metas que você está planejando para suas férias. Você deve fazer o mesmo com sua equipe.

Assim como nas férias, onde você decide tudo em conjunto com sua família, amigos ou seu parceiro, as metas na empresa devem ser definidas com a participação de todos os envolvidos. Quando o profissional participa ativamente da discussão e da decisão das metas, tendo a oportunidade de expor sua opinião, o seu comprometimento com o resultado é sempre maior, já que ele participou e aceitou o desafio proposto.

Uma meta não deve ser determinada unicamente “de cima para baixo”, ou seja, do dirigente para os subordinados, sem qualquer negociação entre as partes. Um dos maiores riscos é a meta ser maior do que a equipe acredita que deva ser e não concordar com a ela. Embora não digam isso ao chefe, e como não acreditam que vão atingi-la, nem mesmo se esforçarão.

Uma meta boa é aquela onde a equipe acredita que vá alcançar. Mas não dê moleza, não pode ser fácil demais. Toda meta deve ser desafiadora, tem que exigir um esforço adicional e tirar a equipe da zona de conforto. Como diz Sun Tzu em seu centenário livro A Arte da Guerra:

Mire a Lua para acertar uma Águia,

“pois se você mirar uma Águia você pode acertar uma pedra.”

 

Ao estudar, planejar e definir as metas é necessário ter critérios bem definidos para servir como base para se chegar aos números finais. Uma meta sem referência é apenas um sonho, um desejo. Há empresas que definem suas metas com base no mesmo período, mês ou trimestre do ano anterior, apenas acrescentando um percentual de crescimento. Mas será que o mercado não mudou de um ano para o outro? Certamente a economia mudou, a concorrência mudou, a equipe mudou, a empresa mudou. Outras empresas utilizam apenas o mês anterior como referência, também agregando o percentual de crescimento desejado, e isto também não é o suficiente. Ao longo do ano, todo ramo de atividade tem sua sazonalidade e particularidades. Natal, inverno, dia das mães, férias, feiras anuais do setor, são apenas alguns exemplos que fazem com que certos períodos sejam únicos ao longo do ano.

Dessa forma utilizar apenas um critério para definição da meta é insuficiente, e normalmente não retrata a realidade, nem serve de referência atualizada. Então deve-se levar em conta diversos critérios, entre eles o resultado do mesmo período no ano anterior e do mês anterior sim, e também as previsões econômicas, a situação dos concorrentes, a realidade da equipe, a capacidade de entrega da empresa, e época do ano, e outros que julgar pertinentes.

E quais os tipos de metas você utiliza? Apenas faturamento? Será que é só isso que é importante para sua empresa? E como você divide as metas entre sua equipe? De forma igual para todos? Ou utiliza critérios como experiência, região, entre outros?

Bem, mas isso fica para um próximo artigo.

Paz e Sucesso.

Marcelo Bergamo